
Guardei-te debaixo da almofada.
Sem som. Preto e Branco. Filme.
slide esquecido algures.
Passaste por mim entretanto, mas não vi, ou não quis.
Hoje não deixaste que não te visse tocaste-me enquanto passava.
suspiro por entre o sangue quente que percorre o corpo...
escadas. quarto. porta. canto.
encostas-me no canto do quarto escuro, encurralada.
ajoelhas-te pousando a mão no pé nu de sapato perdido algures no degrau,
sobes em compasso reticente de quem não aceita deixar o momento morrer.
beijas-me o joelho e sobes...
mão, peito, ombro pescoço em sopro de sangue quente
boca
brincamos de lábios abertos enquanto as mãos exploram espaços outros.
subo em compasso de tic tac a tua espinha, enterro a mão no cabelo
suspiro no ouvido
beijos, unhas, carne, som, sabor...
ficamos colados em êxtase prolongado. sem olhar. sem falar. apenas colados em slide preto e branco de memória perdida na gaveta cósmica de um tempo em ampulheta suspirada.
imagem retirada do google
9 comentários:
Magnifico texto. Parabens
Graziee:)
baci
Gostei. Aliás, gosto. Escreves como mais ninguém. Consegues, quiça, exprimir o que vai dentro de ti
Parabéns!!!
grazie Jace
Posso demorar... mas quando venho cá acho a tua escrita sempre maravilhosa...
Exploras os sentimentos de uma forma, que quase os sentimos deste lado.
Beijinho*
Perfeito*
As tuas palavras extravasam sentimentos.
Parabéns :)
Em adenda ao meu post anterior permite-me acrescentar que acho que muito do que escreves são só coisas que te metem na cabeça!!!
Essas coisas não têm de ser obrigatóriamente más mas noto em ti muita ânsiedade e desejo.
Passarás a ser a minha Camoniana.
Gostaste?
Sorry Jace, mas acho que não entendi o comentário...
_baci_
Filipa, Matilde e Lampâda, Grazie!
_baci_
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